quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O Ayurveda, a medicina alopática e suas visões de mundo



A palavra alopático vem do grego, onde allos significa diferente e pathos, significa sofrimento e um dos seus princípios é a lei dos contrários, ou seja, o uso de medicamentos que produzem efeito opostos aos sintomas da doença tratada. O uso da lei dos contrários se assemelha ao Ayurveda, mas na medicina alopática verificam-se primeiro os sintomas e tratam-se os sintomas, enquanto no Ayurveda vê-se integralmente o paciente procurando tratar a causa e não o sintoma e se baseia em princípios de prevenção da doença antes da mesma surgir.

Desde que as modernas tecnologias começaram a ter uma aplicação cada vez maior na medicina clássica, muitos doentes sentem-se tratados de forma impessoal e sentem falta de uma atmosfera mais humana e compreensiva. Por outro lado, os médicos têm cada vez menos tempo de falar com seus pacientes. Diante dessa situação, muitas pessoas procuram os terapeutas das medicinas alternativas, que utilizam métodos naturais e tem obtido bons resultados. Estimular a força vital ou restaurar o equilíbrio do corpo constitui a idéia central de muitas das terapias alternativas, incluindo o Ayurveda.


Dessa forma precisamos ter consciência de que somos seres em plena transformação, só pelo fato de estarmos encarnados nessa vida. A impermanência e o movimento da vida nos ensinam que não podemos ficar presos a crenças e padrões, e sim ressignificá-los a cada momento, a cada situação. Pois os segundos e minutos são únicos e não podemos voltar e nem avançar no tempo, mas se tivermos consciência disso temos toda a liberdade para vivermos intensamente e estarmos presentes no aqui e agora.

O Ayurveda vê cada ser humano como ser único composto de uma combinação própria que representa os elementos da natureza água, terra, fogo, ar e éter, em nosso organismo.

Para entender esse mecanismo deve-se fazer a análise da prakriti, constituição particular de cada indivíduo, como foi explicada acima. A noção de corpo no Ayurveda apresenta três tipos de qualidades físicas da natureza humana ou doshas, que compõem a noção de prakriti, que seriam Vata (éter + ar), circulação e movimento, Pitta (fogo + água), digestão e metabolismo e Kapha (água + terra), estrutura e forma. Os doshas são considerados os princípios governantes de toda a fisiologia e existem em cada ser humano nessa combinação estrutural única. Entretanto quando estão em desequilíbrio se equivalem às toxinas, que estão relacionadas à disseminação das doenças. Esse “desequilíbrio” se baseia no pressuposto de que semelhante aumenta semelhante, onde fogo aumenta fogo, ar aumenta ar, assim por diante.

Ao transformar nossas vidas em uma meditação constante, com foco e intenção nas ações, todas as nossas atividades se tornarão plenas e estaremos livres das crenças e valores ultrapassados. Nossa vida flui em ciclos e em cada ciclo refletimos uma pessoa diferente que vivencia uma fase específica. Ao imaginarmos a nossa vida como uma espiral ascendendo, podemos verificar cada ciclo de vida como um anel que está sempre evoluindo. Por isso se ficarmos presos a padrões, visões de mundo e crenças, não poderemos evoluir de acordo com o nosso dharma e o dharma do universo.

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