terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Shakti Prana



Enquanto nós não aprendermos a ouvir o nosso corpo e entender os sinais que ele nos dá estaremos andando em círculos até que surja um momento de despertar. Esse momento pode ou não suave, depende de nós. O meio suave é buscar viver uma vida simples, sem vícios, excessos, "pré-ocupações", sem viver no passado ou no futuro e buscar o contato com a natureza que simboliza a Mãe Divina que nos nutre, nos acolhe e principalmente, confiar na sabedoria cósmica.

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Da mesma forma que as marés oceânicas são afetadas pelos movimentos da lua, também as águas do útero são afetadas da mesma forma. Os ritmos naturais femininos são sustentados pelos ciclos mensais menstruais. Nossas primeiras ancestrais femininas sabiam desta verdade a nível celular. Profundamente harmonizadas com os ciclos naturais, elas menstruavam com a lua nova, quando a energia ojas da lua (que protege o corpo físico) está em seu ponto mais baixo, e as energias absorventes do sol estão em seu ponto máximo. Quando o sangue menstrual começava a fluir, elas se separavam dos homens e crianças para observar o sadhana do descanso e da renovação. A lua nova era a época em que as mulheres temporariamente abandonavam o fardo das responsabilidades, para se concentrarem apenas na auto-renovação e na auto-nutrição, dentro de um espírito de irmandade e comunidade.

Em nossa era pós-industrial, o uso de pílulas e dispositivos anticoncepcionais, terapias hormonais, antibióticos, e a alteração química das fontes mundiais de alimentos desequilibraram os ritmos internos do corpo, fazendo com que nossos ciclos menstruais saíssem de alinhamento com o ciclo lunar. Esta falta de alinhamento prejudica o fluxo do shakti-prana, o prana sutil feminino básico, o que por sua vez produz desequilíbrios hormonais e doenças.

A energia shakti oferece uma ampla base para a cura de ferimentos físicos e emocionais. Todas as células, tecidos e lembranças do corpo de uma mulher são permeados pelos bilhões de anos de memórias e energias herdadas da shakti da Mãe Divina. O leite Dela flui em nossos seios, e quando a lua está cheia Seu néctar percorre nossos úteros, determinando a época da ovulação. Durante a gravidez, enquanto nossas barrigas incham com vida nova, nós imitamos a Mãe Shakti e engordamos, indo da magreza prateada da lua crescente para a plenitude redonda da lua cheia. A Mãe que nos cerca também está dentro de nós na forma de Shakti Prana.

(Fonte: O caminho da prática. Bri Maya Tiwari)

domingo, 5 de janeiro de 2014

Mulheres Curadoras



 Arte: Ronnie Biccard

Vejo sempre muitas mulheres buscadoras e ou curadoras presentes em peso em diversos cursos, vivências de autoconhecimento, esses que muitas vezes não se enquadram no sistema racionalista cartesiano.

Mulheres Curadoras

Erveiras, raizeiras, benzedeiras, mulheres sábias que por muito tempo andaram sumidas, ou até mesmo escondidas. Hoje retornam com um diploma de pós-graduação nas mãos e um sorriso maroto nos lábios. Seu saber mudou de nome. Chamam de terapia alternativa, medicina vibracional, fitoterapia, práticas complementares...são reconhecidas e respeitadas, tem seus consultórios e fazem palestras.


As mulheres curadoras fazem parte de um antigo arquétipo da humanidade. Em todas as lendas e mitos, quando há alguém doente ou com dores, sempre aparece uma mulher idosa para oferecer um chazinho, fazer uma compressa, dar um conselho sábio. Na verdade, a mulher idosa é um arquétipo da ‘curadora’, também chamada nos mitos de Grande Mãe.


Não tem nada a ver com a idade cronológica, porque esse é um arquétipo comum a todas as mulheres que sentem o chamado para a criatividade, que se interessam por novos conhecimentos e estão sempre a procura de mais crescimento interno. Sua sabedoria é saber que somos “obras em andamento’, apesar do cansaço, dos tombos, das perdas que sofremos... a alma dessas mulheres é mais velha que o tempo, e seu espírito é eternamente jovem.


Talvez seja por isso que, como disse Clarissa Pinkola, toda mulher parece com uma árvore. Nas camadas mais profundas de sua alma ela abriga raízes vitais que puxam a energia das profundezas para cima, para nutrir suas folhas, flores e frutos. Ninguém compreende de onde uma mulher retira tanta força, tanta esperança, tanta vida. Mesmo quando são cortadas, tolhidas, retalhadas, de suas raízes ainda nascem brotos que vão trazer tudo de volta à vida outra vez.


Por isso entendem as mulheres de plantas que curam, dos ciclos da lua, das estações que vão e vem ao longo da roda do sol pelo céu. Elas tem um pacto com essa fonte sábia e misteriosa que é a natureza,. Prova disso é que sempre se encontra mulheres nos bancos das salas de aula, prontas para aprender, para recomeçar, para ampliar sua visão interior. Elas não param de voltar a crescer...
Nunca escrevem tratados sobre o que sabem, mas como sabem coisas! Hoje os cientistas descobrem o que nossas avós já diziam: as plantas têm consciência! Elas são capazes de entender e corresponder ao ambiente à sua volta. Converse com o “dente-de-leão” para ver... comunique-se com as plantas de seu jardim, com seus vasos, com suas ervas e raízes, o segredo é sempre o amor.


Minha mãe dizia que as árvores são passagens para os mundos místicos, e que suas raízes são como antenas que dão acesso aos mundos subterrâneos. Por isso ela mantinha em nossa casa algumas árvores que tinham tratamento especial. Uma delas era chamada de “árvore protetora da família”, e era vista como fonte de cura, de força e energia. Qualquer problema, corríamos para abraçá-la e pedir proteção.
O arquétipo de ‘curadora’ faz parte da essência do feminino, mesmo que seja vivenciado por um homem. Isso está aquém dos rótulos e definições de gênero. Faz parte de conhecimentos ancestrais que foram conservados em nosso inconsciente coletivo. Perdemos a capacidade de olhar o mundo com encantamento, mas podemos reaprender isso prestando atenção nas lendas e nos mitos que ainda falam de realidades invisíveis que nos rodeiam. Um exemplo? Procure saber mais sobre os seres elementais que povoam os nossos jardins e as fontes de águas... fadas, gnomos, elfos, sílfides, ondinas, salamandras...


As “curadoras’ afirmam que podemos atrair seres encantados para nossos jardins! Como? Plantando flores e plantas que atraiam abelhas e borboletas, gaiolas abertas para passarinhos e bebedouros para beija-flores. Algumas plantas ‘convidam’ lindas borboletas para seu jardim, como milefólio, lavanda, hortelã silvestre, alecrim, tomilho, verbena, petúnia e outras. Deixe em seu jardim uma área levemente selvagem, sem grama, os seres elementais gostam disso. Convide fadas e elfos para viverem lá. Lembre-se: onde você colocar sua percepção e sua consciência, a energia vai atrás.

Texto de: Mani Alvarez

sábado, 4 de janeiro de 2014

Prana, Tejas e Ojas



 Arte: Vrindavan Das

Três energias que em uma combinação harmônica promovem bem estar e felicidade.

PRANA: Energia vital que organiza o funcionamento da inteligência sutil. Dá vitalidade à mente e é captado pelos chakras. A qualidade do prana expressa a mente. Tem função espiritual que se abre com a meditação, mantras e disciplina espiritual. Proporciona entusiasmo, flexibilidade mental e física. Desenvolve a compreensão e a coordenação de ideias, criatividade e comunicação. Governa o processo de desenvolvimento do corpo e da mente. Percebe-se nas pessoas pela motivação pela vida. Captado pelo Prana Vayu.

TEJAS: energia mais sutil de Pitta. Promove a inteligência, a razão, a paixão pelo conhecimento e pelas descobertas, paixão pela vida, promove o poder de auto discuplina. Por causa de Tejas, as nossas células sabem como se comunicar umas com as outras através de hormônios e outros mensageiros biológicos. Governa a capacidade de percepção evidenciada pela clareza mental promovendo coragem, audácia e valor. Captado pelo Sadhaka Pitta.

OJAS: Energia mais sutil de Kapha, responsável pela sublimação final do processo energético com a proteção dos canais energéticos Nadis favorecendo a retenção do prana pelo corpo. Promove a força mental, atua na capacidade da memória e na permanência no estado da concentração. Fortalece o sistema imunológico, resistência física, capacidade para sustentar o trabalho e o esforço. Fertilidade é um sinal de ojas, porque o corpo nutre os órgãos reprodutivos somente após os outros tecidos forem nutridos. Em nível psicológico dá estabilidade e segurança na vida promovendo a paz mental. Percebe-se nas pessoas pelo contentamento, autoestima e pela calma. É absorvido pelo Tarpaka Kapha.