terça-feira, 28 de julho de 2015

Inverno quente



O inverno por ser uma estação naturalmente fria obriga-nos ao aquecimento. Esse aquecimento implica no acúmulo de uma reserva de gorduras que proporciona energia, mas também produz um excesso. A fome no inverno geralmente é maior do que nas outras estações e isso faz com que geremos energia, mas também toxinas que se transformam em excesso de peso consequentemente a inércia. A alimentação escolhida nesta estação é mais consistente, gordurosa, pesada e prevalecem os sabores doce e salgado.

O calor do aquecimento das refeições é benéfico para promover a ativação do fogo digestivo. Além do calor é interessante incluir o sabor picante que ajuda a potencializar o metabolismo. É importante moderar alimentos que produzem ama (toxinas). Esses seriam excesso de laticínios, produtos industrializados, refrigerantes, bebidas alcoólicas, frituras, carnes gordurosas, doces refinados, farináceos.

Dentre os alimentos e temperos que podemos incluir no nosso cardápio de inverno temos a canela, cravo, gengibre (seco e fresco), noz moscada, pimentas, açafrão da terra, cardamomo, alho, alho poró, cebola (para vata e pitta em desequilíbrio deve-se usar alho e cebola cozidos), hortelã, mel, melado, semente de gergelim, girassol, abóbora, castanhas e nozes, tofu, azeite, grãos, raízes, comidas quentinhas (sopas, refogados, no vapor, chás, água morna).

O calor também pode ser ativado na forma de exercícios físicos que promovem o funcionamento do metabolismo queimando o que foi acumulado levando o organismo a um equilíbrio entre o calor interno, digestão leve e ativa e a disposição integral.

Mais um detalhe importante é a nutrição da pele nesta estação que é naturalmente seca, com óleos que se destacam por sua potência quente. O mais cotado é o óleo de gergelim prensado a frio. A auto massagem com esse óleo aquece e tonifica o corpo todo promovendo aterramento, sono tranquilo, alívio de dores crônicas e harmonização da mente.

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